quinta-feira, 25 de agosto de 2016

se o Lebesgue o escreveu...

Dentre os muitos e bons lusófilos que a França nos deu, Philéas Lebesgue é certamente um dos maiores, e também dos mais persistentes. Basta dizer que a sua colaboração no Mercure de France se prolongou por mais de cinquenta anos (1896-1951...). Há quase uma década, em 2007,  Madalena Carretero Cruz e Liberto Cruz prestaram um grande serviço à cultura portuguesa, traduzindo e organizando essa vasta colaboração -- quase 700 páginas com letra em corpo 10.
Além da competência crítica, o que mais surpreende, no final do século XIX, é a completíssima informação que Lebesgue tem do movimento editorial português.
Passarei a visitar essa colaboração no que concerne a alguns nomes que mais me interessam (ver barra lateral), e até alguns que me interessam menos.
Philéas Lebesgue, Portugal no Mercure de France -- Aspectos Literários, Artísticos, Sociais de Fins do Séc. XIX a Meados do Séc. XX, edição e tradução de Madalena Carretero Cruz e Liberto Cruz, Lisboa, Roma Editora, 2007.
 


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A novelística portuguesa - II: 4-4,5

16. Fernando Assis Pacheco, Trabalhos e Paixões de Benito Prada (1993) - 4,4
15. Luís Almeida Martins, Viva Cartago (1984) - 4,1
14. Almada Negreiros, Nome de Guerra (1938 [1925]) - 4,5
13. Baptista-Bastos, Cão Velho Entre Flores (1974) - 4,5
12. Miguel Real, As Memórias Secretas da Rainha D. Amélia (2010) - 4,0
11. Carlos de Oliveira, Alcateia (1944) - 4,4
10. Clara Pinto Correia, Adeus, Princesa (1985) - 4,5
9. António Pedro, Apenas uma Narrativa (1942) - 4,4
8. Carlos de Oliveira, Uma Abelha na Chuva (1953) - 4,5
7. Vergílio Ferreira, Manhã Submersa (1954) - 4,5
6. Nuno Bragança, A Noite e o Riso (1969) - 4,5
5. Soeiro Pereira Gomes, Esteiros (1942) - 4,5
4. Carlos Malheiro Dias, Paixão de Maria do Céu (1902) - 4,3
3. Hélia Correia, O Número dos Vivos (1982) - 4,3
2. Romeu Correia, Calamento (1950) - 4,0
1. Paulo Castilho, Fora de Horas (1989) - 4,3


quarta-feira, 27 de julho de 2016

A novelística portuguesa -- III: 3-3,9

16. Rui Nunes, «Quem da Pátria Sai a Si Mesmo Escapa?» (1983) - 3,9
15. Nuno Júdice, O Enigma de Salomé (2007) - 3,7
14. Reinaldo Ferreira, Memórias Extraordinárias do Major Calafaia (póstumo, 1945) - 3,3
13. António Alçada Baptista, Catarina ou o Sabor da Maçã (1988) - 3,0
12. José Saramago, Terra do Pecado (1947) - 3,5
11. Manuel da Silva Ramos, Três Vidas ao Espelho (2010) - 3,8
10. Luís de Magalhães, O Brasileiro Soares (1886) - 3,9
9. João Botelho da Silva, Beduínos a Gasóleo (1993) - 3,7
8. Fernando Faria, O Noviço (2015) - 3,4
7. Augusto Abelaira, A Cidade das Flores (1959) - 3,8
6- Mário Domingues, O Preto do «Charleston» (1930) - 3,1
5- Antunes da Silva, Suão (1960) - 3,8
4- Mário de Sá-Carneiro, A Confissão de Lúcio (1914) - 3,1
3. Olga Gonçalves, A Floresta em Brermehaven (1975) - 3,7
2. Tomaz Ribas, Cais das Colunas (1959) - 3,0
1. Afonso Cruz, Jesus Cristo Bebia Cerveja (2012) - 3,7

quarta-feira, 6 de julho de 2016

livros que me apetecem

Anunciações -- Um Romance, de Maria Teresa Horta (Dom Quixote)
A Conspiração Cellamare, de Nuno Júdice (Dom Quixote)
O Capitão Veneno, de Pedro Antonio de Alarcón (Sistema Solar)
O Meças, de J.Rentes de Carvalho (Quetzal)






domingo, 19 de junho de 2016

microleituras

Cartas de Camilo, apresentação de Vasco Graça Moura, edição de José da Cruz Santos, gravuras de Alberto Péssimo, direcção gráfica de Armando Alves -- tudo para ser uma grande edição, e é-o.
E o é, pelo humor sardónico de Camilo, que, em quatro cartas, datadas de 1886, trata, com o destinatário delas, Adelino António das Neves e Melo, Filho, ex-comissário de polícia em Coimbra, e velho amigo, que este lhe arranje um burro, para passeio (recomendação médica).
O título, certamente de Graça Moura, é um achado, à altura da verve camiliana, sempre maldosa. Mas como no melhor pano cai a nódoa, a edição a respeito de questões editoriais essenciais, mesmo atendendo a este tipo de publicação, em que o objecto-livro é (boa) finalidade. A saber: trata-se de uma primeira transcrição?; e por quem?. Se não, de onde foram extraídas?... 

excerto duma carta:

«Meu presado Am.º
[...]
Os meus medicos, suspeitosos de que as m.as pernas vão paralysar, mandam-me dar passeios a cavallo. /  Eu tenho um, como recordação de bons tempos; mas já não me atrevo a montal-o. Aconselharam-me a equitação em burro, pacifico, sem manhas, nem erothismos mto violentos. É impossivel encontrar no Minho um burro em taes condiçoens; por que, alguns q ainda existem, são abbades. Mandaram-me procural-o no campo de Coimbra, onde permanece ainda a raça do burro espirituoso e meio academico da Mealhada e dos Fornos. [...]»


ficha:
Autor: Camilo Castelo Branco
título: Um Animal de Quatro Cartas
prefácio: Vasco Graça Moura
ilustrações: Alberto Péssimo
edição: Edições Asa
local: Porto
ano: 2000
impressão: Edilções Asa, Rio Tinto
págs.:
tiragem: 1350
págs.: 26

segunda-feira, 6 de junho de 2016

microleituras

Jogos de humor, de palavras e ideias, de onde não está ausente, em certos poemas, uma intenção didáctica.











1 poema

ficha: 
Autor: Luísa Ducla Soares
título: Arca de Noé
ilustrações: Pedro Leitão
edição: Livros Horizonte
local: Lisboa
ano: 1999
impressão: Printer Portuguesa
págs.: 27