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quinta-feira, 10 de julho de 2014

leituras de 2014 - #34 BLACKSAD

Lembremos as sombras de Alack Sinner e a virulência de Torpedo 1936. Vamos encontrá-las em Blacksad, com a particularidade de os episódios de violência, sexo & outros vícios serem protagonizadas por personagens antropomorfizadas, saídas do lápis de um desenhador da Disney -- e Guarnido foi-o, em tempos. Do meu conhecimento, havia  Canardo, que já entrara por aí; mas o pato era uma espécie de Columbo de penas, um pouco mais ébrio e atrevido. Claro, que o autor que mais longe levou o antropomorfismo na 9.ª arte adulta foi Art Spiegelman, mas estamos a falar doutro universo e doutro patamar.
Esta co-edição Público / Asa inclui os dois primeiros álbuns da série, Algures Entre as Sombras  (2002) e Arctic-Nation (2003): a primeira, passada em Nova Iorque, trata de um crime de assassínio de uma (eu ia escrever mulher...) fêmea de arromba, actriz que em tempos tivera um caso com o próprio Blacksad, seguindo a preceito os clichés do policial negro norte-americano. A Grande Maçã como uma Patópolis de ganância, desvio e luxúria. A segunda narrativa, é uma incursão muito conseguida no asfixiante universo das subterrâneas organizações racistas.   4****

ficha:

Autores: Guarnido & Dáz Canales
título: Blacksad -- Algures Entre as Sombras / Arctic-Nation
prefácio: Régis Loisel
apresentação: Carlos Pessoa
tradução: João Figueiredo Silva
colecção: «Grandes Autores de banda Desenhada» #3
editores: Público e Edições Asa
local: Porto
ano: 2008
impressão: SOCTIP
págs.: 104


terça-feira, 20 de maio de 2014

livros que me apetecem

Da nova revista da Fnac, a Estante (o lettering é fantástico, olho e invariavelmente leio "estuante", o que também se aplica...), os livros que me apetecem, mais:
O Enredo Conjugal, de Jeffrey Eugenides (Dom Quixote);
Gostamos Todos da Glenda, de Julio Cortázar (Cavalo de Ferro);
O Meu Avô, de Catarina Sobral (Orfeu Mini);
Regresso ao Admirável Mundo Novo (Antígona). 





E recomendo, muitíssimo, Maus, de Art Spiegelman (Bertrand)



sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

a comprar


Fun Home, de Alison Bechdel (Contraponto). Adoro a bd auto-referencial, desde o Robert Crumb, passando pelo grande Art Spiegelman até à princesa Marjane Satrapi (e estou em ânsia para ler o Cyril Pedrosa). Por isso há anos acompanho o blogue de Marco Mendes. Este parece bom.

Eça de Queiroz. Silêncios, Sombras e Ocultações (Colibri) e Sexo e Sensualidade em Eça de Queiroz (ed. do Autor), de A. Campos Matos. Se é de Campos Matos, não há palha nesta queirosiana -- o que nem sempre se pode dizer acerca desta e doutras Anas. Quanto ao segundo, haverá alguma referência a uma alegada inclinação homoerótica – que certos gays gostam de insinuar, mas que me parece grotesco wishful thinking da sua parte? A ver.