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segunda-feira, 15 de junho de 2015

microleituras

Um manifesto escrito no final do século passado, fruto de vários anos de meditação e maturação pelo seu autor. Cascais, como se sabe é uma vila (teve carta de D.Pedro I em 1364, autonomizando-se de Sintra). Mas é também um contínuo urbano, da Quinta da Marinha a Carcavelos. Quando o texto foi publicado, a situação urbanístca e suburbana (a chamada "Costa da Sombra"...) era ainda muito má, mas começava então a civilizar-se, com equipamentos desportivos e culturais e infraestruturas básicas. 
O que a «Cidade Global» de Cascais tem de inovador, ainda hoje, é que não se trata de uma mera elevação administrativa duma povoação de vila a cidade; mas, pelo contrário, a sua compreensão enquanto um  todo urbano, com racionalidade de gestão, delimitada pelo Parque Natural de Sintra-Cascais -- cidade que contemplaria no seu seio diversas vilas, a começar pela própria vila de Cascais, mas também a da Parede e outras que fossem ganhando dimensão. A cidadania está na cidade.

o incipit: «Todas as cidades tiveram um princípio, uma evolução e terão um dia certamente um fim.»

ficha:
aitor: José Vieira Santos
título: Cascais -- A Cidade Global
subtítulo: 10 Pontos para Reflexão
editora: Fundação D. Luís I
local: Cascais
ano: 1999
capa: foto de Fotografia César, Cascais
impressão: Grafilinha
págs.: 29
tiragem: 2000


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

4 ou 5 págs.: A VINGANÇA DE D. PEDRO

A entrega a D. Pedro I e imediata execução de dois dos três assassinos de Inês de Castro, que se haviam homiziado em Castela: Álvaro Gonçalves, e Pêro Coelho (Diogo Lopes Pacheco atravessara os Pirenéus...).
A intemperança do rei, os espasmos de fúria, a gaguez que se exacerba com a ira, as réplicas de desespero e raiva dos que serão supliciados, são passagens vívidas que ilustram este episódio em que não se sabe onde começa a lenda.

Início: «Nos paços reais de Santarém, D. Pedro esperava, impaciente, a chegada dos fidalgos criminosos.»

um parágrafo: «Levantara-se. Tinha a boca e as barbas a pingar sangue na opa de veludo, e as mãos encarnadas como as de um carniceiro. Assomou a uma varanda dos paços, chamou pelos soldados, e, arremessando desprezìvelmente à praça essas sanguinolentas postas de carne, ordenou enfastiado à escolta:»

Antero de Figueiredo, «A vingança de D. Pedro», 14 Novelas Históricas Portuguesas, Lisboa, Estúdios Cor, 1965, pp. 147-154.