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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

caserna

«Entrámos no covil e aquilo abarrotava de homens da guarda que até se fanicava, o cheirete metia-se nariz acima, de nem sabermos a quantas andávamos... A gente farejava de esguelha, tão forte e acre aquilo nos atingia... Ele era carne e mijo e dente podre e peido a tresandar que só visto, e à mistura um café triste e já arrefecido, e mais um gosto a caganitas e ainda por cima a qualquer coisa desagradável como rato morto em tudo quanto era sítio... De nos pôr os pulmões a bufar que nunca mais acabavam.»

Louis Ferdinand Céline, De Três em Pipa (1949)
tradução: Aníbal Fernandes