Miguel Real lança dois livros duma assentada: o ensaio O Marquês de Pombal e a Cultura Portuguesa e um romance, a suceder ao excelente Memórias de Branca Dias: A Voz da Terra. Diz ele em micro-entrevista: «O romance histórico não deve reproduzir ficcionalmente a História, mas iluminá-la, abrindo-a a outras interpretações.» (23 de Novembro de 2005)
autobiografia, correspondência, ensaio, história, memórias, panfleto, poesia, polémica, romance, teatro, viagens
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domingo, 30 de abril de 2017
quinta-feira, 2 de julho de 2015
um mundo em agonia
Carlos Malheiro Dias foi também um cultor da História, logrando situar a acção com grande mestria, sem didactismos ou erudições excessivas. Isto só se consegue quando se é um escritor de mão-cheia, como ele o foi.
Há, neste capítulo inicial, vários grandes momentos. Encontramo-los na caracterização psicológica do belicoso morgado, militarão cujo temperamento o casamento e a paternidade aligeiraram, até à viuvez precoce e as urgências da ameaça napoleónica que se antevia; na deliciosa narração da sociabilidade nobreza da província em ocasiões festivas; no retrato da corte, do bizarro regente D. João, príncipe do Brasil, à nobreza ociosa e à padraria e fradaria parasitária que lotavam Lisboa -- cidade que «vivia entre o rosário e o lupanar.»
Disso vou continuar a falar.
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