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quarta-feira, 23 de março de 2016

Anton Tchékhov, «Camaleão» - CONTOS E NOVELAS #4

«O inspector da polícia Otchumelov, de capote novo e um embrulho na mão, atravessa a praça do mercado, seguido de um guarda ruivo que transporta uma peneira cheia de groselha. (incipit, 1884)

Anton Tchékhov, «O gordo e o magro» - CONTOS E NOVELAS #3

«Na estação de caminhos-de-ferro "Nikolaevskaia" encontraram-se dois amigos -- um gordo e o outro magro.» (incipit)

1 parágrafo:
«O gordo quis objectar qualquer coisa, mas ao ver no rosto do outro tanta devoção, doçura e submisso respeito, sentiu-se enojado. Voltou a cabeça e estendeu a mão em jeito de despedida.» (1883)

segunda-feira, 21 de março de 2016

Anton Tchékhov, «O Dote» - CONTOS E NOVELAS #2

«Na minha vida tenho visto muitas casas, grande e pequenas, velhas e novas, de alvenaria e de madeira, mas há uma que tenho gravado na memória com particular nitidez.» (incipit)
excerto:
«As pessoas que vivem no meio de amoreiras, acácias e bardanas são indiferentes à natureza. Só os veraneantes entendem os encantos da natureza, permanecendo o resto da humanidade, nesse aspecto, na mais crassa ignorância. Os homens não dão valor àquilo que têm em abundância. "Não sabemos gozar o que a sorte nos oferece..." Pior: não apreciamos aquilo que a sorte nos oferece.» (1883)

sábado, 19 de março de 2016

A ler: Tchékhov e os jovens escritores

Na introdução à bela edição de Contos e Novelas, um texto evocativo de Aleksandr Kuprin, «À memória de Tchékhov:
«Tchekhov tratava sempre os escritores jovens e incipientes com simpatia, atenção e carinho.. Nunca fez ninguém experimentar a deprimente sensação de inferioridade e insignificância perante o seu enorme talento. Nunca disse a ninguém: "Faça como eu, siga o meu exemplo." Quando alguém se lhe queixava, desesperado, nestes termos: "Valerá a pena escrever se nunca hei-de passar de um jovem que promete? -- ele respondia com voz calma e grave: / "Meu caro, é impossível que todos escrevam como Tolstoi."»

quarta-feira, 9 de março de 2016

«A morte de um funcionário» (CONTOS E NOVELAS #1)

Do grotesco hilariante. Tcherniakov, modesto funcionário público, não percebe que, num ligeiríssimo incidente com um general, num teatro (espirrou-lhe inadvertidamente para cima), este possa encará-lo com a displicência que se dispensa a uma ocorrência desagradável, mas sem gravidade. O respeito de Tcherniakov pelo lugar de cada um na sociedade, presume que o incidente carece de maiores justificações e desculpas do que as que o general consentiu em receber, escrúpulo que o torna impertinente até ao absurdo, por forma a fazer-se escorraçar pelo furibundo militar. A ausência de discernimento terá como consequência o pobre Tcherniakov vir a ser tratado com a aspereza consentânea com  a sua insignificância, situação que, obviamente, muito o desconsertará.

o incipit - «Numas maravilhosa noite, o não menos maravilhosos amanuense Ivan Dmitrivich Tcherviakov assistia, na segunda fila da plateia, à opereta "Os Sinos de Corneville!.» (tradução de Andrei Melnikov, Moscovo, Edições Ráduga, 1977.)