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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Álvaro do Carvalhal, Raul Brandão, Ana Margarida de Carvalho

Entre o estilo jocoso do Álvaro do Carvalhal e o tom épico de Ana Margarida de Carvalho, a escrita essencial do Raul Brandão, como só ele.

Em tempo: Título preferido: Que Importa (...), um verso de José Afonso.

1866 - «Disse a crítica pela boca de Boileau: / Rien n'est beau que le vraie, / e não tardou que as fábulas, arabescos exóticos e exageros, oriundos principalmente de tempos heróicos, perdessem toda a soberania dantes exercida na ampla esfera das boas-letras.» Álvaro do Carvalhal, Os Canibais

1906 - «Vem o Inverno e os montes pedregosos, as árvores despidas, a natureza inteira envolve-se numa grande nuvem húmida que tudo abala e penetra.» Raul Brandão, Os Pobres

2013 - «Tersa gente esta, de almas baldias, vontades torcidas pelo frio que aperta, amolecidas pelo sol que expande.» Ana Margarida de Carvalho, Que Importa a Fúria do Mar 

segunda-feira, 17 de março de 2014

a arte a revelar-se por toda a parte

«Flores das mais odorantes em gigantescos jarrões de esmaltada porcelana; a arte a revelar-se por toda a parte, na moldura dos espelhos, nos painéis, nos tectos dourados; emanações balsâmicas a exalarem-se por esses recintos encantados; ao longe, uma música voluptuosa, não sei de que maestro inspirado; e, sobressaindo a tudo, pares animados de muita vida e muito amor, abandonando-se à efervescência das danças, correndo agora numa iriada mistura de cores, para ligeiros se separarem logo debaixo dos olhos curiosos dos que se contentam em ver, esteiados com certo ar estudado ao mármore das colunatas, ou recostados nas voluptuosas otomanas.»

Álvaro do Carvalhal, Os Canibais (1868)