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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

se o Lebesgue o escreveu...

Dentre os muitos e bons lusófilos que a França nos deu, Philéas Lebesgue é certamente um dos maiores, e também dos mais persistentes. Basta dizer que a sua colaboração no Mercure de France se prolongou por mais de cinquenta anos (1896-1951...). Há quase uma década, em 2007,  Madalena Carretero Cruz e Liberto Cruz prestaram um grande serviço à cultura portuguesa, traduzindo e organizando essa vasta colaboração -- quase 700 páginas com letra em corpo 10.
Além da competência crítica, o que mais surpreende, no final do século XIX, é a completíssima informação que Lebesgue tem do movimento editorial português.
Passarei a visitar essa colaboração no que concerne a alguns nomes que mais me interessam (ver barra lateral), e até alguns que me interessam menos.
Philéas Lebesgue, Portugal no Mercure de France -- Aspectos Literários, Artísticos, Sociais de Fins do Séc. XIX a Meados do Séc. XX, edição e tradução de Madalena Carretero Cruz e Liberto Cruz, Lisboa, Roma Editora, 2007.
 


domingo, 12 de julho de 2015

«A criação de mundos epidémicos impelia-o à continua busca de sensações imaginárias onde o espírito folgava nos cansaços da vida burguesa, de ritmo medonho e metricamente coerente»

Início de «Sonho de imaginação», de Ruben A.,texto surrealista publicado em Páginas (1949).
Ruben A., Antologia, edição de Liberto Cruz e Madalena Carretero Cruz, Lisboa, Roma Editora, 2009.

Um parágrafo:
«À noite escravizado pelos relógios deitava-se na horizontalidade tranquila de colchões aquecidos pela dúvida; -- o mundo consciente esvaía-se num caos -- era a dúvida entre a vida e o sonho, era o subconsciente misturado com espíritos vagos de desejo num adormecer sexuado pelo zimbrar da união.»