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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

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Não possuo filosofia em que possa mover-me como peixe na água ou o pássaro no céu. Tudo em mim é um duelo, uma luta travada a cada minuto da vida entre falsas e verdadeiras formas de consolo. Umas não fazem senão aumentar-me a impotência e tornar-me mais fundo o desespero, outras são fonte de temporária libertação. Falsas e verdadeiras! Deveria antes dizer verdadeira, pois só existe uma

Stig Dagerman, A Nossa Necessidade de Consolo É Impossível de Satisfazer (1955), trad. Paula Castro e José Daniel Branco, 4.ª ed., Lisboa, Fenda, 2004, p. 25, ls. 1-12. 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

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[vol]tasse costas e fugisse. E Clem não era homem que fugisse de alguém; todos o sabiam, desde que, havia quinze anos, se fixara na região.
     Arch baixou-se e agarrou de repente a cauda de Nancy, enquanto Lonnie pensava no que faria Clem. Parecendo supor que Arch brincava com ela, Nancy voltou a cabeça para trás, até atingir a mão de Arch, para a lamber. Mas apanhou uma pancada na cana do nariz com o cabo da navalha de mola.
     -- Tens um cão muito divertido, Lonnie -- disse Arch, apanhando a cauda mais acima, --

Erskine Caldwell, selecção, tradução e prefácio de Manuel Barbosa, Coimbra, Atlântida Livraria Editora, 1960, p. 25, ls. 1-12.
colecção: «Antologia do Conto Moderno» 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

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Conte mais! Oh Play it, Sam! Do it, Sam! Oh, dearest Sam! -- e dali a segundos -- Continue, continue!...»
     «não tenho muito mais para dizer-lhe; após a proposta estranhíssima desapareceu.
     voltará para saber a resposta e não sei o que fazer.»
     ela quase atropelou as palavras: «convença-o a abandonar a ideia, peço-lhe! se ele voltar a saber se concorda com a troca diga que a aceitará se ele fizer um último teste: mostrar-se com ela.
     se a pessoa a quem se mostrar permanecer indiferente poderá repensar. Oh! não sei, estou tão nervosa!»
     «acalme-se acalme-se» -- aconselhou ele

Filomena Cabral, Um Homem de Sonho, Lisboa, Edições Rolim, 1986, p. 25, ls. 1-12.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

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[espíri]tos que se sentem arrastados pelo demónio, fora de si mesmos, para além do mundo real; e em Três Poetas de Sua Própria Vida, como seguindo caminho, que não conduz, nem ao mundo real, nem além dele -- caminho que volve sobre si mesmo, reconduzindo ao ponto de partida.
     Entre 1920 e 1933, enquanto prepara e publica através da Insel-Verlag (Editora), de Leipzig, os volumes mencionados de Os Construtores do Mundo e o de A Cura pelo Espírito (ensaios sobre Franz Mesmer, Mary baker-Eddy e Sigmund Freud) -- 1931, também desde então a fazer parte daquele conjunto, escreveu novelas como AmokCarta de Uma DesconhecidaVinte e Quatro Horas da Vida de Uma Mulher, a biografia Romain Rolland (1921), Os Grandes Momentos da Humanidade (1928),

Viriato Campos, Sobre Stefan Zweig e Sua Obras "Brasil" e "Magalhães", Odivelas, Europress, 1986, p. 25, ls. 1-12.
colecção: «Europamundo» #4

sábado, 29 de dezembro de 2012

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antigas. À bofetada, ao murro e quando eu estava caído no chão ao pontapé.
     Ninguém me defendeu. Ali ninguém defendia ninguém. Cada um que se amanhasse. Lá me amanhei o melhor que pude na enfermaria e consegui, por um aluno externo, mandar um bilhete ao meu pai a narrar-lhe o sucedido e preveni-lo de que se me não tirasse dali imediatamente nunca mais estudaria uma linha. O meu pai entendeu e foi buscar-me.

Um incêndio que deixou muitas marcas

     Nem só a clausura, a prepotência, a incompreensão fizeram desses anos de colégio interno uma recordação amarga. A família ou os farrapos que dela iam ficando mudou-se para

Alexandre Babo, Recordações de um Caminheiro, Lisboa, Editorial Escritor, 1993, p. 25, ls. 1-12. 

foto daqui

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

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Smith tinha também desempenhado um papel de certa importância nos anos de guerra, percorrendo as águas da Europa como almirante da armada britânica. Tinha rabos de palha quando tomara o comando dos navios de Nelson no Mediterrâneo Oriental, mas depois deu provas no bombardeamento do Acre (1799), durante a malfadada incursão de Napoleão no Médio Oriente.
     Quando Smith e Junot começaram a mobilização contra Portugal, a guerra na Europa tinha chegado a um ponto crítico. Julgando pelas aparências, a cruzada de Napoleão estava no seu auge. Depois da expansão inicial para a Holanda, a Suíça e o Norte da Itália, os finais de 1805 tinham assistido a

Patrick Wilcken, Império à Deriva -- A Corte Portuguesa no Rio de Janeiro 1808-1821, 9.ª ed., Porto, Civilização Editora, 2007, p. 25, ls. 1-12.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

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crinas, atirando ao vento gargalhadas sonoras, brados selvagens, deixando flutuar os cabelos esparsos. Os amuletos e os discos refulgentes titlintavam e uma das pomas, de bico nacarado, saltara-lhe fora do corpete com a violência dum gerânio desabrochado. E ria, e ria, e sobre esta luta do poldro e da rude vagabunda, o Sol dardejava as primeiras frechas de oiro.
     -- Bate-lhe com uma vara, Ziza! -- gritou a amazona ofegante.
     O animal, vergastado, despediu em louca correria pela estrada branca, levantando nuvens de

Gabriele d'Annunzio, Terra Virgem, trad. M. L., Lisboa, Editorial Minerva, 1955, p. 25, ls. 1-12.

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Dito isto, a África romana resiste melhor e durante mais tempo à pressão árabe do que tinha feito perante a invasão vândala. As primeiras incursões dão-se a partir de 647 no Sul da Mauritânia tingitana. Mas os novos invasores não podem conquistar as fortalezas que protegem o limes. A África conhece, deste modo, uma trégua até 670 (fundação de Kairouan). A ofensiva maciça inicia-se em 688. Aos Árabes, que conquistam e perdem Cartago em 698, antes de a tomarem definitivamente em 702, são necessários cinco anos de combate para que a África deixe de ser romana. Além da frota  e das fortalezas bizantinas, um elemento

Michel BanniardA Alta Idade Média Ocidental, trad. de M. de Campos, Mem Martins, Publicações Europa-América, s.d.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

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nervo, E as costuras são como os nervos das velas, pensou a mulher de limpeza, contente por estar a aprender tão depressa a arte de marinharia. Achou esgarçadas algumas bainhas, mas contentou-se com assinalá-las, uma vez que para este trabalho não podiam servir a linha e a agulha com que passajava as peúgas dos pajens antigamente, quer dizer, ainda ontem. Quanto aos outros paióis, viu logo que estavam vazios. Que o da pólvora estivesse desmunido, salvo uns pozinhos negros no fundo, que primeiro mais lhe pareceram caganitas de rato, não lhe importou nada, de facto

José SaramagoO Conto da Ilha Desconhecida (1998), 2.ª ed., Lisboa, Editorial Caminho, 2005, p. 25, ls. 1-12.

(foto)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

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em tudo isso não deixa de fluir uma «flagrante» apresentação de ausências, razão por que, se nessa conferência existe Plekhanov, existe-lhe, por outro lado, Téophile Gautier, o teorizador oitocentista da «arte pela arte», e, claramente, os defensores de valores contrários. Assim, na conferência de Redol existe Saint-Simon, Proudhon, Kropotkine, Pelloutier, Plekhanov, mas sem deixar de existir, entre Plekhanov e Redol, o artigo «O Antiburguesismo da Cultura Nova», assinado, como vimos, por Álvaro Salema, em Janeiro do ano anterior.
     Não cabe aqui, nem trazer esse encadeamento de filiação romântico-positivista, que abordamos em outro lugar, nem focar aspectos convergentes verificados em certas divergências, como 

Fernando Alvarenga, Afluentes Teórico-Estéticos do Neo-Realismo Visual Português, Porto, Edições Afrontamento, 1989, p. 25, ls. 1-12.