domingo, 26 de março de 2017

do conto português

9. Conde de Arnoso, «Em viagem», De Braço Dado (1894): «Uma noite, em Kobe, em lugar de ir percorrer os bairros pitorescos da cidade, deixei-me ficar na banal casa de jantar do Hôtel des Colonies, comodamente sentado à beira do lume, conversando com uma senhora inglesa, viúva e já idosa, que sozinha viera da Austrália passar os meses de inverno ao Japão.»


Eça de Queirós, «O suave milagre» [1898], Contos (póstumo, 1902): «Nesse tempo Jesus ainda se não afastara da Galileia e das doces, luminosas margens do lago Tiberíade: -- mas a nova dos seus milagres penetrara já até Enganim, cidade rica, de muralhas fortes, entre olivais e vinhedos, no país de Issacar.» 

José Maria de Andrade Ferreira, «A noite do Natal», in Archivo Pittoresco (1858): «Corria a noite de vinte e quatro de Dezembro, e dez horas acabavam de soar na freguesia de uma aldeia da província do Minho.»

Maria Archer, «Narcisa», A Primeira Vítima do Diabo (1954): «O quadro da tragédia é a paisagem beirã, colinas debruadas de cunhais em cujos côncavos se aninha a agricultura pobre da região.»

Mário Dionísio, «O corte das raízes», O Dia Cinzento (1944): «Nada melhor do que essa lufada de ar fresco quando transpunha a porta da casa e se encontrava enfim na rua.»


Miguel Barbosa, «O patrão», Retalhos da Vida (1955): «Desviei-me demasiadamente tarde.»

Natália Nunes, «A mosca verde», A Mosca Verde e Outros Contos (1959): «Não sabia como, mas o que é certo é que o petiz fora desencantar aquilo ao fundo do armário.»

Sarah Adamopoulos, «Sozinha no cemitério», A Vida Alcatifada (1997): «A infância mantinha-a viva.»

Sophia de Mello Breyner Andresen, «O jantar do bispo», Contos Exemplares (1962): «Era uma casa grande, branca e antiga.»

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